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Poderia ter sido mais um final feliz, poderia

- Olá.
- Olá, como vai?
- Estou bem e você?
- Estou.
- Não consigo levar fé.
- Por que não? Estou sendo sincera. — A verdade era que ela não tinha tanta certeza disso.
- Tens andado distante e esquiva nos últimos tempos... Não negue. — A menina desviou o olhar e passou a se concentrar em... no quê? Não havia nada ali que prendesse a atenção. Isso fez com que ele confirmasse suas suspeitas. Agora eu entendo.
- Entende o quê, Leo?
- Existe alguém, não é? — Ela nada disse. — Tu gostas dele.
- Ah! Desculpe-me, ando muito esquecida. Sabes como é. — Como se as últimas falas do rapaz lhe viessem todas de uma vez a mente, ela começou a responder as perguntas sem parar para respirar – ou prestar atenção. Não... Quer dizer, há um cara... e, meu Deus, não! Não... na verdade, eu não sei. — Começou a gaguejar e percebeu que era melhor parar de inventar. - Eu... eu apenas gosto de observá-lo um pouquinho, o tempo todo... Apenas porque me agrada e me sossega. E também gosto de ouvir sua voz, não ligo de pausar alguma música ou perder o raciocínio só para não perder qualquer som que ele faça... — Ela se encontrou olhando para o nada. Também não me importo de minimizar as janelas de vídeo apenas para ler suas respostas astutas. Não me importo que ele faça piadas com meu nome, nem que me ameace com coisas que eu não gosto. Apenas porque gosto. E, ah. — Ela já sorria sem motivo. Na verdade, é, talvez eu goste dele. — Talvez agora fosse uma boa hora..., ela pensou.
- Posso te perguntar mais uma coisa?
- Sim, claro... — Seria uma boa hora mesmo? Posso por tudo a perder, mas...
- Esse... rapaz. — Ele mordeu o lábio superior. Real ou imaginário? — Perguntou torcendo por uma resposta em particular.
- Hã? Ah! — E riu, riu muito. Ela chegou a se contorcer de rir. Na verdade, Leo, esse cara é... — Quando recuperou o fôlego e olhou para frente, percebeu que ele já não estava mais ali. - Leo? — Ela olhou para um lado, para o outro, mas nem sinal. Realmente não era uma boa hora... Quem sabe numa próxima oportunidade? e saiu andando dali, pensando, apenas.
Cerca de um minuto depois, Leo retornou ao local que a deixara. Estava com as mãos escorregadias, mas pelo menos havia tomado coragem para confessar um sentimento escondido. Mas aí ele viu que ela havia ido embora e desistiu. Se chamou de fraco e de covarde e foi embora.

E perderam-se para sempre por sempre se desencontrarem. Triste, não é mesmo? Formavam um casal tão bonito... mas é, a vida é assim. Vai entender, vai se acostumar.

3 comentários:

  1. Ri muito do seu comentário no meu blog, UAHAUHAUAH! Você é meio doida! Mas adorei! Pois bem:

    Isso nunca aconteceu comigo, mas se eu entendi o que você quis passar com o texto, às vezes a gente perde coisas boas por medo. Eu QUASE perdi um cara muito especial na minha vida por medo. Não sei do quê. Do sentimento, do namoro? Sei lá. Só sei que era um medo gigante que realmente me tomou e acabei ferrando com tudo quando a gente estava prestes a dar o primeiro beijo. Graças a Deus fui atrás e ele me aceitou de volta! E fomos felizes enquanto a vida deixou. A moral é não desistir da felicidade. Capiche?

    Beijo queridinha!
    http://biacentrismo.blogspot.com

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  2. Genial, simplesmente. Inúmeras vezes me senti desse jeito, e com a vergonha - na verdade, incerteza - de falar o que sinto, deixe que todos eles fossem embora. Na verdade, essa situação está acontecendo comigo agora mesmo, e com medo de perdê-lo, vou acabar deixando que ele vá.

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  3. É quase o que eu chamo de síndrome de Minne, simplesmente não sai, daí eu desconto tudo nos meus textos, às vezes, talvez. É só que é tão complicado, parece que ao dizer um "eu te amo" estou querendo dizer um "PRECISO DE VOCÊ, POR FAVOR, FICA AQUI, AAAAAAAH" sabe? Ok, eu sei, eu sei, complico tudo, tanto. Me gasto, me odeio, mas fazer o quê?
    Só sei que demonstro com pequenos gestos, tão pequenos que não me surpreende que as pessoas não os notem.
    Mas, me tire uma curiosidade que eu ganhei só de iniciar o texto. Esse Leo aí, é o DiCaprio? Ok, não que ~seja~ mesmo ele, mas tipo, você usou o nome dele pra outra pessoa etc? Tenho mania de fazer isso, não sei quantas vezes já fiz textos com nomes de personagens/pessoas que eu admiro, é. Ah, e eu ADOREI o texto.

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