São raras as vezes em que tenho certeza de que não há um, mas dois monstros diferentes partilhando o meu ser — mas não de forma igualitária.
Um deles vive manso, raramente aparece. Quando vem, me deixa desconfortável comigo e com todos, incapacitada de dar um passo de 0,5 milímetro sem me perguntar contínuos "por quê", "para qual necessidade". A única vontade é a de me deitar em qualquer lugar e lá permanecer por horas, semanas. Anos.
Mas eu não o detesto; eu o estimo. Ele foi o segundo que mostrou interesse por mim e se mudou há poucos anos. Apesar de tudo, ele me faz bem. Ele é o completo oposto do ser que me habita desde que me entendo como ser vivo e pensante.
Um deles vive manso, raramente aparece. Quando vem, me deixa desconfortável comigo e com todos, incapacitada de dar um passo de 0,5 milímetro sem me perguntar contínuos "por quê", "para qual necessidade". A única vontade é a de me deitar em qualquer lugar e lá permanecer por horas, semanas. Anos.
Mas eu não o detesto; eu o estimo. Ele foi o segundo que mostrou interesse por mim e se mudou há poucos anos. Apesar de tudo, ele me faz bem. Ele é o completo oposto do ser que me habita desde que me entendo como ser vivo e pensante.