E foi com o coração quebrado que ela o levou até a porta de entrada e despediu-se com um gesto solene de cabeça – suas mãos seguravam os grandes cacos vermelhos do que antes era sua fonte vital de sentimentos, de vida. Encostou a porta com o cotovelo e andou ligeira até uma bancada limpa da cozinha. Colocou os cinco pedaços, um a um, com cuidado ali. Estava destruído, sim, era visível, mas não queria dizer que não mais necessitasse de cuidados, que não fosse mais parte dela.
Depois puxou uma cadeira e colocou-a ali, na frente, sentou-se e segurou o rosto. Todos os músculos faciais tremiam e seus olhos procuravam algo a se apoiar para manterem-se firmes, mas era uma árdua tarefa e ela não aguentaria por mais muito tempo. Encarou os pedaços. Pareciam vidro. Reluziam. Qualquer um que o visse, e não soubesse da história completa, timtim por timtim, diria que aquilo era só mais uma peça de decoração quebrada – nada que uma supercola não resolvesse. E resolveria sim. Seria colado, recolocado.
Mas funcionaria da mesma forma?
Já vi esse texto em outro blog, e gostaria agradecer de alguma forma o comentário que fizeste no meu blog, bem, adoraria ver como você escreve moça, tenho certeza que sabe se expressar bem, pois aquele comentário foi tão belo e tenho de reconhecer, um dos melhores que recebi no meu blog.
ResponderExcluirNão tarde e me mandar um texto de sua autoria pois vou adorar lê-lo, um beijo.