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Esses dias, cara, esses dias

Hoje foi um desses dias em que despertei com o simples propósito e anseio de segurar o rosto e pensar. Pensar no propósito mínimo – fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização”. Nesse processo lento e detalhado, as lembranças começam a desabrochar também, chegando ao lanche simples no quintal vestidas à rigor. E percebi o quanto fui e o quanto sou covarde. Não apenas medo, horror. Em tentar, em mudanças, em novidades. Hipocondríaco se afogando em seus fracassos e temores mais escondidos porque seus remédios desistiram devido ao pessimismo excessivo. “Afraid to live, but without courage to die”. Escritor brilhante sem máquina de escrever – sem a capacidade de transcrever a ideia para o papel. “If God wanted us to be brave, why did He give us legs?”. Alguém sente o desespero mas não consegue se envolver – “an SEP is something that we can’t see, or don’t see, or our brain doesn’t let us see, because we think that it’s somebody else’s problem”. Um poeta sem amor. Uma jovem com medo do futuro.

Esqueço. Guardo a sete chaves. 
As lembranças nunca voltaram. 
Nada aconteceu.
 
"I have memories but only a fool stores his past in the future.

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