"a luz não protege você de nada...", disse a bisavó
sentando-se na beirada da cama do primeiro bisneto.
"mas a escuridão...
ela é perigosa, bisa!"
a mulher joga a cabeça para trás,
mirando a luminária em forma de castelo.
"a escuridão não oferece a você nenhum perigo...
tudo o que há nela, há na luz. e o inverso também."
ela ri com o vinco que se forma no meio da testa da criança.
"um dia você vai entender que os acontecimentos são inevitáveis.
que estarmos no escuro ou na luz não os impedirá de acontecer."
ela lhe dá uma batidinha simpática nas pernas,
o esforço que ele exerce para tentar entender é tocante.
"mas...
até você chegar lá,
os guardas de seu castelo protegerão você."
quando o menino se vira para mirar a parede
e abraça a pelúcia com mais força,
ela se levanta e caminha até a saída.
quando segura a maçaneta da porta
pode jurar que vê um brilho diferente saindo da luminária.
sorri.
sentando-se na beirada da cama do primeiro bisneto.
"mas a escuridão...
ela é perigosa, bisa!"
a mulher joga a cabeça para trás,
mirando a luminária em forma de castelo.
"a escuridão não oferece a você nenhum perigo...
tudo o que há nela, há na luz. e o inverso também."
ela ri com o vinco que se forma no meio da testa da criança.
"um dia você vai entender que os acontecimentos são inevitáveis.
que estarmos no escuro ou na luz não os impedirá de acontecer."
ela lhe dá uma batidinha simpática nas pernas,
o esforço que ele exerce para tentar entender é tocante.
"mas...
até você chegar lá,
os guardas de seu castelo protegerão você."
quando o menino se vira para mirar a parede
e abraça a pelúcia com mais força,
ela se levanta e caminha até a saída.
quando segura a maçaneta da porta
pode jurar que vê um brilho diferente saindo da luminária.
sorri.
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